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10/2025 · 2026Cubo Itaú

Cubo Itaú:da planilhaao Cubo AI

O Cubo queria uma funcionalidade de gestão da inovação, e a primeira versão, um funil, não teve adesão. Investiguei o porquê, encontrei uma necessidade diferente e, a partir dela, desenhei o Cubo Corporate Journey, validei com quem usa e levei a experiência para o app e para um assistente com IA.

Papel

UX Research e Product Design

Produto

Plataforma Cubo, web e app

Métodos

Entrevistas, protótipo, avaliação em uso, workshop

Público

Corporates e Community Leaders

Plataforma Cubo · Cubo Corporate Journey
Página do Cubo Corporate Journey com radar de inovação, diagnóstico, big numbers, metas e gráficos
Cubo Corporate Journey: a jornada de inovação de cada empresa numa página, comparada à média do Cubo.
O problema

O Cubo queria oferecer às corporates uma funcionalidade de gestão da inovação. A primeira tentativa, um funil de inovação, não teve adesão.

Como atuei

Investiguei por que o funil não pegou. A mesma pesquisa revelou outra necessidade, e dela nasceu o Cubo Corporate Journey, validado em uso e levado depois para o app e para o Cubo AI.

Antes → depois
Antes: um funil que ninguém usava e um relatório em tabela pedido todo mês ao time do Cubo.Depois: a jornada de inovação completa numa página viva, e a mesma lógica no app e num assistente com IA.
  1. 1ª entrevistaOut/2025 · por que o funil não pegou
  2. ProtótipoCubo Corporate Journey
  3. 2ª entrevistaAbr–Mai/2026 · avaliação em uso
  4. AjusteJul/2026 · workshop Cubo 360
  5. Inovação digitalJornadas no app e Cubo AI
01 · O problema

Uma funcionalidade que ninguém usava

O Cubo Itaú conecta grandes empresas a startups. Eventos, desafios de negócio e conexões geram dados que nenhuma outra plataforma tem. O plano era oferecer às corporates mantenedoras uma funcionalidade de gestão da inovação dentro do Cubo, e a primeira tentativa, em formato de funil de inovação, não teve adesão.

Meu ponto de partida foi esse: antes de redesenhar o funil, entender por que ele não tinha funcionado.

Eu tenho tudo no controle: quantas pessoas participaram dos eventos, quantas visitaram o Cubo, reservas de salas, tudo na planilha.

Responsável por inovação de uma corporate de mineração, 1ª rodada

02 · 1ª entrevista · out/2025

Por que o funil não pegou, e o que elas precisavam de fato

Entrevistei responsáveis por inovação de cinco corporates, de automotivo, alimentos, mineração, energia e agro, para entender como gerenciam inovação aberta e por que o funil do Cubo não tinha pegado. Das cinco hipóteses, quatro foram validadas e uma parcialmente.

Classifiquei as empresas por maturidade, e o retrato foi claro: quem é maduro já tem ferramenta; quem não é, vive em planilha.

AutomotivoAlta
AlimentosAlta
EnergiaMédia-alta
AgroBaixa-média
MineraçãoBaixa, em evolução

O motivo apareceu rápido. A maioria das empresas já tinha uma ferramenta própria e robusta para gerir o funil, não ia trocá-la pela do Cubo e não via valor em manter duas. Mas a mesma conversa mostrou outra coisa: o que elas queriam era enxergar a própria inovação com os dados que só o Cubo tem, como eventos, desafios, conexões e visitas.

O que foi pedido

Um funil de gestão da inovação dentro do Cubo.

O que elas precisavam

Visibilidade 360º da inovação, com os dados internos que só o Cubo tem.

O sinal estava na rotina: todo mês, as corporates pediam ao time do Cubo um relatório em tabela com esses números.

As empresas já têm onde inovar. O que falta é um Cubo que centralize, conecte e traduza esses dados em valor.

Decisão 1

Trocar o funil por uma visão 360º com os dados do Cubo

Evidência
As maduras já usam ferramentas próprias e robustas, e não trocariam. As menos maduras precisam de visão, não de mais um sistema. E todas pediam todo mês um relatório que só o Cubo podia montar.
O que descartei
Redesenhar o funil para competir com as ferramentas que elas já usam.
Trade-off
O Cubo deixa de ser o sistema de gestão e passa a ser a camada de visão e valor da relação.

A recomendação virou quatro frentes: dashboards com visão 360º (interações, conexões, ROI, eventos), padronização da base de startups, integrações simples e IA para preencher perfis e melhorar busca e matching. Essa última semente voltaria depois, no Cubo AI.

03 · Protótipo

Uma página que responde "como está a nossa jornada?"

Dessa necessidade diferente nasceu o Cubo Corporate Journey: a jornada de inovação completa da empresa no Cubo, num só lugar, no lugar do relatório mensal em tabela e do PowerPoint. Nele estão o radar de inovação comparado à média do Cubo, o diagnóstico, os big numbers da relação, as metas e KRs definidos com o Community Leader, os eventos por hub e as conexões. Tudo numa página, atualizado em tempo real.

Cubo Corporate Journey · Metas e resultados
Metas e KRs, eventos por hub e conexões por segmento no CCJ
04 · 2ª entrevista · abr–mai/2026

O CCJ entrega valor, ou é só mais um painel?

Com o produto em uso, voltei a campo com duas corporates de maturidades opostas: uma com perfil de usuário avançado, em que o Cubo ocupa 80% do dia do responsável por inovação, e uma equipe que ainda estrutura o próprio funil. A amostra era pequena, e o relatório diz isso. O contraste virou a ferramenta de leitura: o que as duas concordam é forte, e onde divergem mostra como a necessidade muda com a maturidade.

"Quando você fala 'CCJ', eu clico, tenho uma página, vejo os KRs e os big numbers atrás disso. É muito mais palpável."

Corporate A · usuário avançado

"Duas conexões que geraram valor valem muito mais do que 40 conexões que deram em nada."

Corporate B · em estruturação
  • A entrega central funcionou. Sair do PowerPoint foi um salto de valor, e a jornada ficou tangível para quem chega.
  • Valor está em ir do número para a ação. As duas querem clicar no big number e chegar em quem se inscreveu no desafio.
  • O pós-conexão não estava resolvido. As duas pediram status e histórico da relação.

Três das cinco hipóteses foram validadas, e os achados viraram dez recomendações priorizadas por valor e esforço. No workshop Cubo 360, a principal delas entrou no produto: a tabela de conexões ganhou interações, validações cruzadas e status da relação, de primeiro contato a piloto ativo.

05 · Inovação digital · app

Levar a jornada para o bolso, direto para a ação

As duas rodadas apontaram para o mesmo lugar: valor está em chegar rápido no que interessa. No app, o onboarding pergunta os interesses da pessoa e usa as respostas para recomendar desafios, startups e eventos, como a primeira pesquisa havia recomendado. As ações mais frequentes do prédio, reservar sala, convidar visitante e abrir chamado, ficam na primeira dobra da home.

Boas-vindas
Boas-vindas
Personalização
Personalização
Interesses
Interesses
Tudo pronto
Tudo pronto
Home
Home
Onboarding e home do app Cubo.
06 · Inovação digital · Cubo AI

Cubi, o assistente que resolve em vez de explicar

A primeira pesquisa já tinha apontado a IA como forma de reduzir esforço manual e melhorar busca. O Cubi é o assistente da plataforma: tira dúvidas, ajuda a explorar o ecossistema e abre chamados para o time do Cubo, sem formulário. Quando alguém escreve "o ar-condicionado está muito frio", ele entende que é um chamado de infraestrutura, pede a localização e confirma que o time de facilities foi avisado.

Cubi oferecendo atalhos para as perguntas mais comuns
Conversa em que o Cubi abre um chamado de infraestrutura
Cubi explicando como dar acesso a um novo colaborador
07 · Resultados e métricas

Uma linha só, da pesquisa ao produto

Antes

Inovação em planilhas e PowerPoint, e o Cubo fora da rotina de quem decide.

Depois

A jornada visível no CCJ, validada em uso, e a mesma lógica no app e num assistente com IA.

Indicador principal: adoção semanal da nova funcionalidade pela base de corporates.
86%das corporates da base usam a nova funcionalidade toda semana
4 de 5hipóteses validadas na descoberta
3 de 5hipóteses validadas na avaliação em uso

A principal recomendação, o status da relação nas conexões, entrou no produto depois do workshop Cubo 360. Em agosto de 2026, os dados e aprendizados do CCJ também viraram insumo do redesign da nova Home Corporate.

08 · Aprendizados

O que eu levo, e o que faria diferente

  • Às vezes a melhor recomendação é construir menos. Não competir com as ferramentas das corporates foi o que fez o CCJ caber na rotina delas.
  • Amostra pequena pede leitura honesta. Contrastar maturidades tirou mais de duas entrevistas do que perfis parecidos tirariam.
  • Pesquisa boa vira produto em mais de uma frente. A mesma evidência guiou o painel, o app e o assistente.

O que eu faria diferente: cruzaria as entrevistas com dados de uso desde o início e ampliaria a amostra antes das decisões de roadmap de maior risco.