01 · O problema
Uma funcionalidade que ninguém usava
O Cubo Itaú conecta grandes empresas a startups. Eventos, desafios de negócio e conexões geram dados que nenhuma outra plataforma tem. O plano era oferecer às corporates mantenedoras uma funcionalidade de gestão da inovação dentro do Cubo, e a primeira tentativa, em formato de funil de inovação, não teve adesão.
Meu ponto de partida foi esse: antes de redesenhar o funil, entender por que ele não tinha funcionado.
Eu tenho tudo no controle: quantas pessoas participaram dos eventos, quantas visitaram o Cubo, reservas de salas, tudo na planilha.
Responsável por inovação de uma corporate de mineração, 1ª rodada
02 · 1ª entrevista · out/2025
Por que o funil não pegou, e o que elas precisavam de fato
Entrevistei responsáveis por inovação de cinco corporates, de automotivo, alimentos, mineração, energia e agro, para entender como gerenciam inovação aberta e por que o funil do Cubo não tinha pegado. Das cinco hipóteses, quatro foram validadas e uma parcialmente.
Classifiquei as empresas por maturidade, e o retrato foi claro: quem é maduro já tem ferramenta; quem não é, vive em planilha.
AutomotivoAlta
AlimentosAlta
EnergiaMédia-alta
AgroBaixa-média
MineraçãoBaixa, em evolução
O motivo apareceu rápido. A maioria das empresas já tinha uma ferramenta própria e robusta para gerir o funil, não ia trocá-la pela do Cubo e não via valor em manter duas. Mas a mesma conversa mostrou outra coisa: o que elas queriam era enxergar a própria inovação com os dados que só o Cubo tem, como eventos, desafios, conexões e visitas.
O que foi pedidoUm funil de gestão da inovação dentro do Cubo.
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O que elas precisavamVisibilidade 360º da inovação, com os dados internos que só o Cubo tem.
O sinal estava na rotina: todo mês, as corporates pediam ao time do Cubo um relatório em tabela com esses números.
As empresas já têm onde inovar. O que falta é um Cubo que centralize, conecte e traduza esses dados em valor.
Decisão 1Trocar o funil por uma visão 360º com os dados do Cubo
- Evidência
- As maduras já usam ferramentas próprias e robustas, e não trocariam. As menos maduras precisam de visão, não de mais um sistema. E todas pediam todo mês um relatório que só o Cubo podia montar.
- O que descartei
- Redesenhar o funil para competir com as ferramentas que elas já usam.
- Trade-off
- O Cubo deixa de ser o sistema de gestão e passa a ser a camada de visão e valor da relação.
A recomendação virou quatro frentes: dashboards com visão 360º (interações, conexões, ROI, eventos), padronização da base de startups, integrações simples e IA para preencher perfis e melhorar busca e matching. Essa última semente voltaria depois, no Cubo AI.